Um caso de uso da IA nas engenharias.

Um caso de uso da IA nas engenharias.

A IA passa a ser um parceiro na engenharia.


O hype e exponencial de uso dos chatbots atinge todas as áreas. Principalmente a da programação. Na engenharia temos visto também alguns movimentos reais, além da AI Washing, ou seja de colocar um selo IA em tudo mesmo que não seja claro em que se recorreu à IA para um determinado processo.

As empresas vão atrás da onda Ia e colocam IA nos seus sites, I+D... uma comparação mal feita é o uso de IA nas escovas de dentes...

Alguns casos chamativos de uso de IA + Civil3D depois têm substância quase nula. São uns scripts de Python gerados por um chatbot para fazer algo relacionado com desenho...

Há certamente depois casos interessantes de uso de agentes e fluxos de trabalho bem montados.


No caso que quero expor, um caso de uso prático sem revelar os detalhes da operação, o uso do chatbot em conjunto com o Autocad e ISPOL, estão a permitir a criação de um fluxo de trabalho que sem a IA seria possível mas à custa de mais tempo ou quem sabe dada a "chatice" de desenvolver os scripts nem o processo chegaria ao fim.

Com uma quantidade enorme de dados de campo, e com a impossibilidade de uso pleno das capacidades do ISPOL (por falta de um módulo de túneis) a solução que está a ser trabalhada é recorrer a scripts de Python e depois uns desenhos para análise em CAD.
Qualquer incauto poderia dizer "com a IA faço isso em meia hora". Sim, meia hora seria o tempo para escrever uma prompt num Copilot ou similar, aquilo cuspir um script e a pessoa executar e ver que dá uns erros ou que o resultado não é o adequado.
Deixando o "meia hora" de parte, o processo só chegará a termo com sucesso com o conhecimento de várias áreas: Topografia, Traçado, Programação, CAD. Isto é relevante, pois não se trata de um prompt. Trata-se de um processo em que a IA, neste caso um chatbot, é guiado para obter o resultado correcto. Há muito erro ajuste e correção, que só será possível com o conhecimento prévio do utilizador.
Não se escreve o código (ou pelo menos não escrevi 90%) mas sim orienta-se quem escreva.

Portanto o uso da IA, neste caso, é um processo de dirigir processo rumo ao resultado esperado.
A IA não substitui a vertente humana do engenheiro, é guiada por ele.

Imagino num futuro com versões de Civil3D ou ISPOL que tenham um motor de IA, que o tratadista seja o instrutor de um sistema. Em que o computador traça uma estrada ou ferrovia, e o engenheiro vai indicando melhorias nos parâmetros, sugerindo alternativas etc.

A IA está para ficar, e com o guiamento do conhecimento do utilizador na sua área específica será uma mais valia certamente.

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